Por Enio Willian
O 13° salário é, com certeza, uma renda que chega como um reforço no orçamento de muitas famílias no final do ano, mas acaba sendo usado de forma pouco eficiente por muitos. Por se tratar de um salário especial, uma vez que não faz parte da renda mensal durante todos os meses do ano, deveria também ser administrado de forma especial.
Ele deveria ser destinado para a poupança com o objetivo de se alcançar algum sonho já planejado pela família como, por exemplo, fazer uma viagem dos sonhos, reformar a casa, trocar de carro ou simplesmente reforçar a reserva de emergência do lar. No entanto, com os descuidos no orçamento doméstico que muitos cometem durante o ano inteiro, esse salário especial acaba sendo direcionado para cobrir o rombo das contas familiares.
Para aqueles que simplesmente o usam para aumentar o consumo, logo esse valor desaparece dos bolsos e a sensação, muitas vezes, é como se ele nunca tivesse existido.
A seguir, algumas dicas que podem ser úteis para aqueles que desejam dar um destino correto para esse salário que só vem uma vez ao ano.
- Para aqueles que possuem dívidas pendentes, não resta discussão. Esse dinheiro deve ser usado para quitar essas dívidas o mais rápido possível.
- Para aqueles que não estão endividados, é recomendado reservar esse dinheiro para as despesas extras que segue no início do ano e que também atinge grande parte das famílias brasileiras. Dentro dessas despesas extras estão o IPTU, IPVA, seguro do veículo, matrículas escolares dentre outros. Perceba que são todas despesas que aparecem normalmente no início do ano e é interessante ter recursos para quitá-las ao invés de parcelar essas contas.
Por isso, não perca tempo e use da melhor forma esse salário extra que, aliás, é muito bem vindo.
Por Enio Willian
A crise financeira mundial está deixando várias lições e uma delas é a de que a economia e os mercados são movidos por ciclos, fenômeno observado pelas diversas crises ocorridas na economia mundial ao longo da história. Mas, como nem toda crise dura para sempre, passado o período mais agudo da crise financeira mundial, resta analisar o cenário que está por vir e as perspectivas da economia para os próximos anos no Brasil e no mundo.
Ainda é cedo para se dizer em extinção da crise, mas é certo que o país começa a apresentar alguns sinais de recuperação econômica, com indicadores de recuperação, ainda que fraca, da indústria, do comércio e do crédito. No médio e longo prazo, o cenário é de otimismo para os mercados, mas para o próximo ano a situação ainda requer cautela, principalmente porque parte significativa dos investimentos no Brasil é estrangeira e, por lá, a recuperação será mais longa do que aqui.
Cautelas no curto prazo
No curto prazo, o consumo ainda está dependente de estímulos do governo sob a forma de incentivos fiscais em alguns bens de consumo como a redução do IPI para automóveis em vigência até setembro e a prorrogação da redução do IPI para a linha branca por mais três meses. Sem esses incentivos, o aquecimento da economia poderia ficar comprometida. Essas medidas, sem dúvidas, contribuíram para o aquecimento da economia. A redução da taxa básica de juros permitiu maior acesso ao crédito por parte dos consumidores e das empresas. A indústria pôde investir e contratar mais e as pessoas consumirem mais. Aliada aos incentivos fiscais, as vendas de eletrodomésticos e, principalmente, de automóveis impulsionaram o mercado. A grande preocupação agora será com o nível de inadimplência para os próximos anos. Uma grande parte da população aproveitou esse momento de incentivo para comprarem automóveis e eletrodomésticos, mas nem todos terão condições de assumir dívidas de longo período e nem todos esses compradores permanecerão no emprego. O fim dos estímulos dados pelo governo poderá provocar uma queda no consumo, nas vendas, no nível de emprego e consequentemente dificuldades desses trabalhadores de honrarem as parcelas dos financiamentos feitos em 2009. Isso porque o mercado ainda não está em plena condição de caminhar com as próprias pernas. Mas, a recuperação econômica é notória no Brasil e no mundo.
Recuperação e crescimento no médio e longo prazo
No médio prazo, o país mostra recuperação. Os grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, sediados no Brasil em 2010 e 2016 respectivamente impulsionarão vários setores já a partir desse ano. A construção civil terá forte crescimento com a construção de hotéis, estádios e toda a infraestrutura necessária para a realização desses eventos. Além desse setor, milhares de empregos diretos e indiretos (fora da construção civil) serão criados no país. Tomadas as devidas precauções, as perspectivas são boas para o país, que tem atraído o interesse de investidores estrangeiros e há um mercado que ainda tem muito a ser conquistado.
Perspectivas na Bolsa de Valores
As empresas brasileiras tem se tornado cada vez mais eficientes e competitivas, conquistando mercados antes não conquistados, implementando políticas de governança corporativa e atraído a atenção de investidores em todo o mundo. Essa pujança faz com que o valor dessas empresas aumente ao longo do tempo e se reflita no valor das suas ações no mercado de capitais. Em 2009, o Ibovespa (índice que mede o desempenho dos principais papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo) se valorizou 72,62% de janeiro até 05 de novembro deste ano. Parte desse salto se deve a especulação, mas grande parte é atribuída à confiança do investidor nas empresas nacionais e pela boa administração que elas desenvolvem. Mesmo com algumas correções e realizações de lucro previsto pelos analistas, a tendência é de boa valorização no mercado de capitais brasileiro para os próximos anos.
Por Enio Willian
O Brasil tem demonstrado que está disposto a colocar e economia de volta no rumo do crescimento. Existem vários meios de se fazer isso, talvez a forma mais clara e efetiva seja através da redução da taxa básica de juros. Antes de explicar os motivos dessa relação entre taxa de juros e crescimento econômico, preste atenção nestes dois gráficos que se segue.
Analisando a evolução histórica da SELIC, a taxa de juros que baliza a economia brasileira, percebe-se que ela vem caindo ao longo do tempo. Mesmo no período da forte crise financeira vivida atualmente onde a taxa básica de juros voltou a subir por alguns meses, esse aumento não chegou nem perto daquelas praticadas nos anos de 2002 e 2003. Para completar, o Banco Central acaba de reduzir essa taxa para apenas um dígito – algo histórico por aqui.

No outro lado da moeda, a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) já atingiu quase 50% no ano de 2009. Nem parece que o Brasil passou por uma forte crise financeira. No ano passado, a perda atingiu o patamar de 41,22%, o pior índice desde 1972. No entanto, quando se observa o longo prazo, é possível notar que a BOVESPA vem crescendo gradativamente, assim como a taxa SELIC vem caindo. Veja o gráfico 2.

Acontece o seguinte:
A taxa básica de juros, representada pela SELIC, é a taxa que define em geral o custo do dinheiro no Brasil. Quanto maior for esse percentual, significa que mais caro está sendo o capital. Ou seja, as taxas de juros cobrados nos empréstimos e financiamentos tendem a subir na medida que essa taxa sobe. Isso acontece por diversos motivos. Esse aumento pode se dar em momentos de crises financeiras onde os bancos ficam mais cautelosos em emprestar dinheiro em razão do alto risco envolvido. O crédito pode ficar mais escasso e, portanto, mais caro.
Mas, o que vale ressaltar é que o crédito impulsiona a economia brasileira, os investimentos nos setores produtivos e o consumo.
Por outro lado, a bolsa de valores é o local onde se negociam diversos ativos, dentre eles ações de empresas de capital aberto. Ela indica o valor das empresas listadas. Se o valor das ações sobe, o valor da empresa também cresce. Vale lembrar que existem vários modos de se calcular o valor de uma empresa. Estamos considerando aqui o valor definido pela quantidade de ações negociadas em bolsa multiplicada pelo seu valor no pregão. Portanto, vale dizer que a Bovespa é um termômetro que indica se o valor das empresas está crescendo ou caindo.
Cruzando essas duas informações (taxa de juros em queda e Bovespa em alta) pode-se entender que o dinheiro está ficando menos oneroso. O crédito está se tornando mais acessível. Com juros mais baixos, as empresas podem pegar mais dinheiro para investir, expandir seus negócios, contratar mais mão-de-obra e isso promove um aumento na renda do trabalhador, aumento no consumo, aumento na produção da empresas e um crescimento na economia. Todo esse conjunto de fatores faz com que o valor dessas empresas aumente no mercado. Ou seja, o valor das ações dessas empresas na bolsa de valores cresce.
Outro ponto importante a observar é a velocidade com que a BOVESPA se recupera depois de uma crise. Antes, a recuperação demorava certo tempo para acontecer. Hoje, as crises continuam existindo, mas a recuperação se dá de forma mais rápida.
Nem tudo será só comemoração. Essa crise não foi a primeira e não será a última no Brasil e na história. Os juros com certeza vão crescer novamente e cair depois. Mas, o que mede se estamos indo bem ou não é o conjunto como um todo analisado ao longo de um determinado período de tempo.
Se a taxa básica de juros continuar em ritmo de queda, é possível que o Brasil comece a viver uma nova história de crescimento sustentável. Esse crescimento pode ser medido, dentre outros instrumentos, pelo valor e pelo crescimento das empresas que geram renda e tem seus ativos refletidos na BOVESPA.
Os gráficos são de autoria do próprio autor com base em dados da Bovespa e do Portal Brasil
Por Enio Willian
O Brasil está vivendo um momento histórico no mercado financeiro, principalmente no que diz respeito à taxa de juros. A taxa básica de juros que baliza a economia e o crédito no país, a SELIC, vem apresentando reduções significativas ao longo do tempo.
Analisando a evolução histórica dessas taxas no período entre janeiro de 2002 a agosto de 2009, é possível verificar alguns pontos interessantes.
A maior taxa já registrada no período ocorreu nos meses de abril e maio de 2003 onde a SELIC alcançou 26,32% ao ano. Na verdade, o Brasil sempre registrou a maior taxa de juros praticada no mundo e atualmente vem disputando essa posição com a Turquia. Quando os juros são altos no país, os setores produtivos que necessitam de crédito para produzirem e se desenvolverem também são afetados pois o custo de capital para essas empresas se tornam elevados. Normalmente, esses custos são repassados aos consumidores além de ameaçar o emprego e a renda dos trabalhadores.
No entanto, de janeiro de 2006 para cá, essa taxa vem caindo consideravelmente e de forma constante. Em janeiro de 2006, ela estava em 17,98% ao ano e foi reduzindo até junho de 2008, fechando em 11,64%. A crise financeira mundial fez com que ela subisse nos nove meses seguintes devido à escassez de crédito causado pela crise, mas em abril deste ano a SELIC ficou inferior aos 11,64 % observados em junho do ano passado.
Se for analisado todo o período entre 2002 a julho de 2009, é possível concluir que a taxa SELIC sofreu uma redução de 51,91%. Isso é ótimo.
O porquê do “momento histórico” ?
Mas, afinal, porque o país vive agora um momento histórico ? A resposta encontra-se na taxa de juros verificados em julho e agosto de 2009. Pela primeira vez na história brasileira, a taxa básica de juros da economia ficou abaixo dos dois dígitos, fechando em 9,16% ao ano para julho e agosto deste ano. Isso é um registro histórico para o Brasil.
No entanto, esse número não é o desejável ainda, uma vez que outros países possuem taxas de juros bem menores. Na Alemanha, ela está em torno de 1,5% ao ano, nos EUA essa taxa é de 0,25% ao ano (em abril de 2009). Quando analisado essa taxa no Japão, ela é uma das menores do mundo. Em junho deste ano, ela estava em 0,1% ao ano. O Brasil ainda possui um caminho a percorrer, mas algo indica que ele caminha para o rumo certo. Vamos torcer.
Essa redução traz diversas vantagens. Vamos citar algumas.
Em primeiro lugar porque torna o custo do capital mais barato e promove o crescimento de outros setores da economia que necessitam de crédito para expandirem seus negócios, promovendo a criação de emprego e renda. Depois, com o crescimento desses setores, o país como um todo cresce. Quando as empresas crescem e se desenvolvem, o país também cresce. Essa valorização, muitas vezes, é refletida na bolsa de valores.
Outro ponto a citar é a influência dessa redução para o consumidor final. O dinheiro ficou mais barato tanto para as empresas, que se utilizam desse capital para aumentarem sua produção, quanto para as pessoas que podem recorrer ao crédito mais barato com o objetivo de consumo final.
Alguns cuidados:
A redução da taxa básica de juros na economia traz diversos benefícios, como já foi visto. Porém, é preciso lembrá-los dos seus riscos quando utilizados de forma inadequada.
Com o crédito mais barato e acessível, muitas pessoas podem recorrer a esse instrumento para complementar a renda e aumentar o consumo. Tremendo erro. Crédito não é aumento de renda do trabalhador. Ele deve ser usado de forma inteligente.
Ele deve ser usado para quitar outras dívidas pendentes cuja taxa de juros é maior do que o valor do crédito que o consumidor pretende contrair agora. Por exemplo, se o consumidor possui uma dívida com cheque especial ou cartão de crédito, seria interessante ele conseguir um empréstimo pessoal com juros menores do que ao do cartão de crédito e do cheque especial para quitar essa dívida.
Outro uso inteligente para o crédito mais barato encontra-se no fato de aproveitar esse momento para investir em um negócio próprio. Nesse caso, a pessoa estaria utilizando um capital de terceiro para abrir um novo empreendimento, criando novos postos de trabalhos e produzindo renda. Nessa opção, o crédito (dinheiro emprestado pelo banco) estaria trabalhando para você.
Essas são algumas sugestões para o uso inteligente do crédito.
A redução da taxa de juros pode levar muitos a ficarem endividados pela falsa impressão de que seu poder aquisitivo também aumentou. Mas, isso não é verdade. Por isso, cuidado ao buscar crédito.
Por Enio Willian
A crise financeira mundial vivida pelo mundo hoje está provocando muitas mudanças em vários aspectos no mercado e na sociedade.
Em termos de mercado, os setores mais afetados pela crise como as instituições financeiras, seguradoras estão sofrendo uma forte regulamentação em decorrência de decisões de alto risco assumido e de gestão fraudulentas em alguns casos. Outros setores como o automobilístico estão recebendo ajudas milionárias do governo em troca de uma reestruturação em sua gestão. O fato é que a forma como as empresas vem gerindo suas atividades e a forma como a sociedade vê o consumo precisam ser mudadas, caso contrário, a situação vivida pode se tornar insustentável no médio e longo prazo.
Crises provocam mudanças, algumas temporárias e outras permanentes e podem trazer uma nova configuração para o mercado. O fato é que as mudanças ocorrem o tempo todo no mundo, seja em época de crise ou em momentos de abundante crescimento e afeta as empresas, as pessoas assim como todo o ambiente.
Em termos de sociedade, as pessoas estão enfrentando novamente o desemprego. Mas, o emprego, da forma como ele é visto até hoje, vem sofrendo mudanças desde o final do século passado. Até então, ele foi visto como uma forma de trabalho com carteira assinada entre o empregador (a empresa) e o empregado, onde o trabalhador tinha assegurado todos os seus direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Entre esses direitos, pode-se citar o décimo terceiro salário, jornada máxima de até 40 horas semanais, direito a licença maternidade, seguro desemprego dentre vários outros direitos garantidos por lei. Com o advento da globalização que eliminou as barreiras geográficas entre os países, as empresas passaram a competir de forma global, isto é, a competir com outras empresas de outros países. As organizações estão se reestruturando a cada dia no sentido de se tornarem mais enxutas e competitivas. Muitas delas estão terceirizando algumas áreas internas que não agregam valor para seus clientes, eliminando cargos desnecessários, robotizando e informatizando alguns setores produtivos, etc. Tudo isso promove mudanças significativas no ambiente interno e externo das empresas, principalmente no mercado de trabalho e afeta diretamente as pessoas. O vínculo empregatício e as relações de trabalho estão sofrendo alterações. O emprego da forma com tem sido visto está desaparecendo.
O objetivo deste texto não é abordar as causas do fim do emprego nem tão pouco explicar com propriedade sobre esse assunto específico. Creio existir diversas fontes que tratam desse tema com mais profundidade. O objetivo aqui é alertar dizendo que hoje o trabalhador é o responsável pela gestão da sua própria carreira. Outra mudança refere-se à Previdência Social. Ano após ano o governo altera as regras para um cidadão se aposentar no Brasil. Com a melhora da expectativa de vida da população, as pessoas estão vivendo mais e melhor e o gasto da Previdência vem aumentando anualmente, afinal, uma grande parte da população se aposentava com idade inferior a 60 anos e desfrutava da aposentadoria por muitos anos. As novas alterações vieram no sentido de encurtar o tempo das pessoas de desfrutarem desse benefício. Hoje, para alguém se aposentar, é necessário possuir um período mínimo de contribuição equivalente a 30 anos e ter idade mínima de 60 anos (para as mulheres e 65 anos para os homens). Sempre que a qualidade de vida de uma população melhora, a previdência é afetada e o governo precisa criar mecanismos para que ela não quebre.
O ambiente vem mudando numa velocidade cada vez mais rápida e de forma imprevisível. O que não significa que o trabalho acabou. Trabalho existe, principalmente os de alta qualificação, mas o emprego sim está desaparecendo do mercado.
Aqueles que estão esperando se aposentar apenas por meio da previdência pública correm sérios riscos de verem seus rendimentos caírem e seu padrão de vida despencarem no futuro e de demorarem em conquistar esse direito devido à alta burocracia nesse setor.
Administrar a vida pessoal também é planejar o futuro, principalmente no sentido de criar mecanismos de se manter o mesmo padrão de vida quando já não for mais possível trabalhar. Muitos trabalhadores vivem durante anos com um nível de consumo quando estão na ativa e, de repente, vêem seu padrão de vida caindo ao se aposentarem em razão da queda do valor da aposentadoria ou do congelamento dos benefícios aos aposentados. Digo mais, não se trata de se aposentar e não fazer mais nada na vida. Trata-se de alcançar independência financeira de modo a continuar trabalhando, mas não depender mais dos rendimentos do seu trabalho para continuar sobrevivendo com qualidade de vida. Para isso, existem os planos de previdência privada como uma alternativa de planejar a sua própria aposentadoria e garantir uma vida mais tranqüila no futuro. Outra forma é você mesmo construir sua aposentadoria através de um investimento de longo prazo fazendo com que o dinheiro trabalhe a seu favor ao longo do tempo até formar um patrimônio consistente. Existem várias formas de se fazer isso, mas o mais importante é construir esse montante. Esse montante será considerado suficiente quando os rendimentos gerados por ele forem capazes de te manter no futuro com o padrão de vida na qual deseja hoje.
Você já pensou nisso alguma vez ? Como você pretende viver seus dias quando chegar a uma idade que não puder mais trabalhar para garantir seu sustento e da sua família ? Como você manterá seu padrão de vida de forma digna quando não conseguir mais um emprego com todos os direitos de que dispõe hoje ? Essa são algumas reflexões que gostaria que você pensasse a partir de agora. Quanto mais cedo você começar a construir seu futuro, melhor será.
Para terminar esse texto, deixo um pensamento muito interessante que diz:
Se aproveitares bem o dia de hoje, dependerá menos do de amanhã.
Um forte abraço a todos.
Como agir e lidar diante do momento atual da crise financeira
Por: Enio Willian
A crise financeira mundial e seus reflexos
A crise iniciada nos EUA, no setor imobiliário, se estendeu para a área financeira e se alastrou para o mundo. Com isso, vários países sofrem esse efeito que adquiriu dimensões gigantescas provocando quebras de vários bancos norte americano. O certo é que os países vivem uma grande crise financeira mundial. São os efeitos da globalização. A interdependência entre as economias faz com que crises deixem de ser isoladas e tomem proporções que extrapolam os limites territoriais de um país. Tão certo como as crises afetam outras nações, também afetam os indivíduos. Muitos americanos estão altamente endividados em decorrência desse efeito que já se tornou global.
No Brasil, vários setores já sentem também esses efeitos. O dinheiro ficou mais escasso e, consequentemente, mais caro para as pessoas e empresas.
Os reflexos no orçamento familiar
Em momentos como esse, é preciso ter muitos cuidados, principalmente porque ainda não sabemos que dimensões ela ainda pode alcançar e quais outras surpresas podem vir. É preciso ter cautela também no orçamento doméstico, nos gastos familiares, ou seja, nas finanças pessoais, pois crises internacionais também afetam as famílias. Estudos mostram que muitas pessoas ainda não têm conhecimento sobre orçamento doméstico, sentem dificuldades para controlar seus gastos. Muitos sequer sabem fazer um simples planejamento financeiro. Os jovens tem sido a maioria. A sedução pelas propagandas e o forte apelo ao consumo exagerado fazem com que muitos adolescentes iniciem a juventude já endividados. Uma das principais causas desse endividamento é o uso inadequado do cartão de crédito e a falta de educação financeira. Quando chegam crises como essas, muitos se vêem perdidos e sem saber o que fazer.
Lidando com isso
Uma boa administração do orçamento doméstico é vital em qualquer tempo, mas em momentos de crises como essa, é recomendável evitar a contração de empréstimos e financiamentos porque os juros são altos. O momento atual é de cautela e de decisões conservadoras. O Brasil possui a maior taxa de juros do mundo, perdendo apenas para a Turquia. O acesso ao crédito está melhorando, mas o dinheiro ainda continua escasso. Conseguir crédito agora é mais complicado e pode comprometer toda a estrutura financeira de uma família inteira. Em casos de necessidade, é preciso se planejar muito bem para não perder o controle financeiro. O consumidor deve pesquisar, dentre as instituições financeiras, aquelas que oferecem a menor taxa de juros. Mas, em qualquer situação, não é recomendável comprometer mais que 30% da renda com financiamentos ou compras parceladas, principalmente aquelas de longo prazo. O aconselhável é comprar aquilo que seja realmente necessário e fazê-lo a vista ou com a menor taxa de juros possível. Para isso, é preciso uma mudança de hábitos, de comportamento, na maneira de lidar com o dinheiro. Enfim, uma reeducação financeira.
Sair das armadilhas do mau uso cartão de crédito não é tão difícil assim. Em primeiro lugar, evite sair com ele porque assim, o impulso por comprar coisas desnecessárias são diminuídos. Se a pessoa vai numa consulta médica, por exemplo, não há necessidade de se carregar um cartão de crédito ou talões de cheques. Isso evita compras sem necessidade e transtornos em situações de perda ou roubos. Depois, evite pagar o valor mínimo da fatura e use esse instrumento apenas em casos considerados urgentes e necessários.
Em segundo lugar, em caso de uso, prefira usá-lo na opção “débito”, onde o valor da compra é debitado na conta bancária do cliente em tempo real. Com isso, evita-se que juros sejam embutidos na operação. Desse modo, a compra só é efetivada se a pessoa já tiver uma pequena poupança disponível em conta.
Para aqueles que possuem dívidas, o correto é procurar quitá-las o mais rápido possível. Em primeiro lugar, é preciso pagar as dívidas que contém juros embutidos tais como as faturas do cartão de crédito e o cheque especial, onde as taxas são altas, dentre outros. Evite contrair outro empréstimo para quitar dívidas de empréstimos efetuados anteriormente. As taxas de juros podem ser maiores do que a da dívida atual. Só é recomendável esse tipo de estratégia quando a taxa de juros do novo empréstimo for menor do que a do empréstimo anterior na qual se pretende eliminar e o número de parcelas devem ser reduzidos.
Aproveitando a crise para investir
O momento agora é destinar o dinheiro que sobra no final do mês para investimentos e não para ampliar ainda mais o consumo. Se não sobra dinheiro para uma poupança, então algo está errado e precisa ser ajustado. Com juros altos praticados na economia, sobe também os juros de algumas aplicações financeiras de renda fixa. É uma boa alternativa para quem deseja aproveitar os momentos de juros altos na economia. A taxa básica de juros (a SELIC) é usada tanto como referência para os empréstimos e financiamentos como também para a remuneração de algumas aplicações financeiras. Algumas opções são os CDBs, e os títulos do governo considerados de menor risco.
Para quem não quer correr riscos
Se seu perfil é conservador, daqueles que não estão dispostos a correr muitos riscos, investimentos em renda fixa são ótimas opções. É recomendado destinar, no mínimo, 10% da renda para a formação de uma poupança. Não se pode gastar tudo o que se ganha, pois assim, a pessoa fica sem nenhuma proteção contra imprevistos.
Para aqueles que tem ganho equivalente a R$ 1000,00 por mês por exemplo, uma boa recomendação seria poupar algo em torno de R$ 100,00 mensais. Se os objetivos dessa poupança for para serem usados em períodos inferiores a dois anos, aplicações em Renda Fixa são boas opções de investimento. Para uma aplicação com rendimento líquido de 0,8% ao mês, em dois anos, o montante será igual a R$ 2655,39. Se esse prazo fosse estendido para cinco anos, considerando as mesmas taxas de juros mensais, o valor total seria de R$ 7723,69. Ou seja, R$ 1723,69 seriam ganhos apenas com os juros dessa aplicação.
Para aqueles que conseguem poupar R$ 150,00 mensais, poderiam acumular R$ 11585,53 nos mesmos cinco anos. Nesse caso, os juros seriam responsáveis por R$ 2585,53 do total acumulado. Uma pequena diferença nos valores dos depósitos e o prazo resultam em diferentes saldos. Os mesmos R$ 150,00 aplicados na Caderneta de Poupança, a uma taxa de 0,65% resultaria num montante total de R$ 11035,53 em cinco anos.
O consumo responsável deve ser mantido para a boa manutenção familiar, mas o consumismo precisa ser evitado. Por outro lado, a poupança deve ser estimulada. Muitos ainda não têm o hábito de poupar e outros o fazem esporadicamente. O correto é adquirir esse hábito, e fazê-lo de forma regular, ainda que com pequenas quantias mensais.
Aplicações em renda variável
Para aqueles que possuem objetivos de longo prazo, o mercado de ações pode ser uma alternativa bastante interessante para se investir. Primeiro, porque a rentabilidade dessa aplicação tende a ser superior as demais, se analisadas no longo prazo e, segundo, porque os preços dos principais papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (a BOVESPA) estão subvalorizados. Ou seja, eles estão muito baratos agora e podem se valorizar muito nos próximos meses ou anos. Mas, podem não apresentar o resultado desejado. Por isso, é necessário muita calma para colher os bons frutos nesse tipo de mercado. Para quem dispõe de pouco recursos, uma opção são os fundos de investimentos que administram essas aplicações para você.
Em 2007, quando a crise financeira mundial não despontava no Brasil, a rentabilidade média de alguns fundos de investimentos em ações alcançou 30% a 40% no ano. As ações da Petrobrás e da Companhia Vale do Rio Doce valorizaram mais de 85% em 2007. Algo incomum. Hoje, com os papéis em forte baixa, os preços têm altas chances de subirem novamente. O rendimento médio para os próximos dois anos tendem a ficar em torno de 25% a 30% considerando o Índice Bovespa. Mas, como se trata de aplicações de renda variável, não é possível se fazer nenhuma afirmação quanto à rentabilidade. Mas, o histórico de rendimentos do IBOVESPA tem mostrado bons resultados para aqueles que resolvem esperar com paciência.
Antes de optar por esse tipo de aplicação, monte uma reserva de emergência suficiente para cobrir as despesas básicas por um período de, no mínimo, seis meses.
Construindo uma reserva de emergência
Antes de sair por aí colocando seu dinheiro em qualquer tipo de aplicação financeira, é recomendável se atentar para algumas observações importantes. Em primeiro lugar, construa primeiro uma reserva de emergência até que ela seja suficiente para manter a pessoa por um período entre três a seis meses. Esse valor deve ficar em lugares considerados seguros como a Caderneta de Poupança por exemplo.
O momento atual é de bastante cautela e muito planejamento, mas também é um momento de oportunidades.
Banco Central divulga taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras. O que isso tem a ver com você ?
Por Enio Willian
O Banco Central (o BACEN) divulgou nesta semana a relação das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras atuantes no país no período entre 20 a 26 de janeiro de 2009. Nessa relação, é possível conseguir muitos dados tais como as taxas de juros para a aquisição de bens, de veículos ou concessão de créditos, para pessoas físicas e jurídicas, dentre outros.
Analisando as taxas de juros cobradas para as pessoas físicas, podemos comentar algo a respeito, uma vez que isso afeta diretamente aos cidadãos que recorrem aos bancos e às financeiras em busca de crédito para diversas finalidades.
Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar que o Brasil é o país com a maior taxa de juros do mundo. A taxa básica de juros (a SELIC) está em torno de 11 % a 12,5% ao ano enquanto outros países possuem taxas bem abaixo desse nível. Na atual crise que vive o mundo, os EUA fixou sua taxa de juros em 0,25% ao ano, o Japão em 0,1% ao ano, o Banco Central Europeu em 2% ao ano. No Brasil, alguns prevêem que essa taxa feche o ano de 2009 abaixo de 10%. Ou seja, mesmo em estimativas otimistas, ela ainda é considerada altíssima se comparada com outros países.
Analisando os dados…
Analisando os dados do Banco Central, é possível perceber alguns pontos importantes que merece ser comentados aqui.
Quando se observa a relação completa, nota-se que mais de 50% das instituições financeiras cobram taxas de até 3,9% ao ano para créditos pessoais enquanto que para o cheque especial, a maioria das instituições cobra taxas superiores a 7% ao ano. Ou seja, mesmo que a taxa máxima para crédito pessoal seja superior à taxa máxima do cheque especial, a maioria praticam taxas menores nos créditos pessoais do que no cheque especial. Outro ponto importante a ressaltar é que a maioria das instituições que cobram taxas acima de 10% para o crédito pessoal são bancos de pequeno e médio porte e financeiras.
Isso mostra que as altas taxas de juros, na maioria das vezes, estão concentradas nas financeiras e nos bancos de pequena expressão no Brasil. Conclusão: na hora de procurar crédito, evite essas instituições. Vale lembrar que um bom relacionamento com o banco também ajuda a reduzir essa taxa no momento da contratação de um empréstimo, caso venha realmente precisar dele.
No que diz respeito às taxas para a aquisição de veículos, é evidente que elas se mostraram as menores dentre todas as modalidades apresentadas aqui. Uma das explicações está no fato de que, ao financiar um veículo, o comprador está dando uma garantia ao banco, ou seja, o próprio veículo. Esse fato ajuda a reduzir a taxa para aquisição desse tipo de bem. Em outras palavras, você estará dando o próprio veículo como garantia em caso de possível inadimplência.
Outro fator importante encontra-se em quem está financiando o veículo. Nessa relação, a maioria das instituições que cobram taxas de até 1,9% são bancos das próprias montadoras de veículos. Por isso cobram taxas menores, porque o financiamento será para a aquisição de automóveis da própria montadora. Se for “leasing”, essa taxa pode diminuir ainda mais. Isso acontece porque em “leasing”, o veículo fica em nome do banco e só é transferido ao comprador quando o valor total for devidamente pago.
Então…
O fato é que o mundo vive hoje uma escassez de dinheiro em decorrência da crise mundial. Quem possui recursos está mais cauteloso agora. Por isso, a oferta de crédito no país e no mundo está um pouco retraída e mais caro. É recomendado muito cuidado no controle financeiro das famílias em geral. Um financiamento agora pode comprometer todo um orçamento familiar se não for feito com planejamento e controle.
Se mesmo assim, for necessário recorrer ao crédito, muito cuidado. Evite as financeiras que cobram taxas de juros mais elevadas. Se o objetivo for a aquisição de um veículo, procure os bancos das próprias montadoras. Mesmo em outros bancos comerciais, evite contrair financiamentos por longos períodos e dê o máximo que você puder de entrada. Quando a pessoa dá uma entrada, o valor financiado diminui e, consequentemente, a taxa será incidida sobre um capital menor. Você pagará menos juros.
Com taxas de juros em alta, uma boa poupança direcionada para uma boa aplicação tende a ser uma ótima idéia, uma vez que os rendimentos das aplicações financeiras tendem a aumentar também na medida em que a taxa básica de juros aumenta.
Começando a planejar o futuro
Por Enio Willian
Quantos de nós já paramos por um minuto sequer para planejar seriamente sobre o nosso futuro ? É bem verdade que alguns já se conscientizaram dessa importante tarefa e compreenderam os benefícios que um bom planejamento pode trazer. Mas, o que ainda se observa na maioria dos brasileiros, é exatamente o oposto. Muitos têm dificuldades de reservar uma hora de suas vidas para pensar e planejar de forma séria sobre o próprio futuro. A situação é ainda mais preocupante quando falamos em planejamento financeiro. O livre acesso aos meios de comunicação e a facilidade de acesso à informação tem despertado muitos para esse assunto tão importante, mas um grande número de jovens e adultos nunca fez nenhum tipo de planejamento financeiro e isso representa vários perigos.
Neste texto, não é objetivo principal ensinar detalhadamente os passos de um bom planejamento. Pretendo fazê-lo numa outra oportunidade. O objetivo principal neste momento é abordar, de forma introdutória, a importância de se começar a pensar sobre o assunto.
Maximiano, em seu livro “Introdução à Administração” define planejamento como sendo a técnica ou o processo que serve para lidar com o futuro. O futuro é incerto (já afirmava Oscar Wilde), mas quando nos planejamos, estamos traçando algumas ações e caminhos que farão com que o futuro esteja a nosso favor. É preciso entender um fator importante: o futuro é inevitável e chegará para todos, para homens, mulheres, para aqueles que planejam e também para aqueles que nunca fizeram nada. A grande diferença consiste de que maneira iremos enfrentá-lo.
Existem dois grandes motivos que levam as pessoas a não planejarem suas vidas, principalmente na área financeira: a falta de conhecimento e falta de interesse. No passado, é mais provável que nossos avós não se atentaram para esse ponto por falta de informação sobre o assunto. Com a inflação alta e os preços dos produtos que subiam todos os dias, era quase que impossível se planejar em cenários assim. Hoje, com o avanço da tecnologia e com o aumento do fluxo de informações, a causa mais provável para a falta de planejamento por parte das pessoas está mais relacionada com o desinteresse mesmo decorrente dessa falta de hábito, embora muitos alegam a falta de tempo como principal motivo. Esse argumento não é válido porque o tempo é o mesmo para todos e alguns planejam suas vidas e outros não. A questão é falta de hábito e orientação mesmo. A verdade é que não somos educados para isso, salvo raras exceções, é claro.
Entretanto, é sempre bom lembrar que o rumo que damos ao nosso futuro depende, na maioria das vezes, das nossas escolhas hoje.
Afinal de contas, o que um planejamento pode fazer por você ?
Muito se fala sobre planejamento, mas o que ele pode fazer de real para as nossas vidas ? Na verdade, ele pode e deve ser aplicado em todas as áreas (seja na vida profissional, pessoal ou financeira). Nosso foco aqui é aplicá-lo nas finanças.
Um bom plano financeiro pode reduzir o tempo para a conquista de um sonho. Isso acontece porque passamos a concentrar nossos esforços em ações precisas. Nossas ações passam a ser direcionadas, tendo sempre um alvo como principal foco. Outro ponto importante é que ele nos ajuda a prevenir contra imprevistos. O certo é que, quando planejamos, estamos intervindo no futuro, isto é, estamos mudando o rumo da nossa história.
Quantas pessoas conhecemos que trabalharam uma vida inteira, ganharam dinheiro e hoje enfrentam dificuldades financeiras ? Quantas pessoas passou a maior parte do tempo correndo atrás do dinheiro, mas hoje, ao se aposentar, passam necessidades básicas ? A história poderia ter sido diferente se, desde jovens, elas tivessem recebido orientações sobre planejamento financeiro. Mas, se não podemos voltar atrás e começar um novo começo, podemos começar agora e construir um novo fim.
Por isso, gosto muito de um pensamento de um grande consultor financeiro chamado “Gustavo Cerbasi” que afirma que “um bom planejamento pode fazer por você mais do que 30 ou 40 anos de trabalho”.
Algumas observações importantes
Um bom planejamento pode fazer muito por nós e, como já dissemos, pode mudar o destino de uma pessoa. Porém, é importante ter em mente algumas verdades:
1. Um planejamento não impede que imprevistos aconteçam, mas ele nos ajuda amenizar os seus impactos sobre o orçamento doméstico e sobre as nossas vidas;
2. Um plano, por si só, nada pode fazer por nós. É necessário que ele seja implementado, ou seja, colocado em prática. É necessário ter disciplina e não abandoná-lo no meio do caminho;
3. Um planejamento pode sofrer algumas mudanças de acordo com os objetivos de cada pessoa e de acordo com as mudanças do ambiente interno e externo. Em outras palavras, ele deve ter foco, mas precisa ser flexível quando necessário.
É importante não esquecer que Deus sempre desejou uma vida próspera ao homem. É prazer dEle que tenhamos uma vida feliz e repleta das bênçãos que Ele tem para nos dar. Uma das principais bênçãos Ele já nos deu: a inteligência.
Tudo o que precisamos fazer é usá-la da melhor maneira possível para planejar melhor a nossa vida. Afinal de contas, Deus também se agrada disso.
Um forte abraço a todos e até o próximo artigo.
“Adeus ano velho, feliz ano novo (…). Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender” – Será ?
“Adeus ano velho, feliz ano novo (…). Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender” – Será ?
Por Enio Willian
Quantas vezes você já não ouviu essa música em passagens de ano ? Mas será que realmente você está entrando o ano de 2009 com mais dinheiro no bolso ?
Se a sua resposta for “sim”, meus parabéns. Você tem muitos motivos para comemorar. Resta apenas definir qual é a melhor forma de usar esse recurso. No entanto, se você entrou 2009 se nenhum centavo na conta bancária (e talvez até com dívidas), é sinal de que alguma coisa precisa ser feita da sua parte. Desejar prosperidade qualquer pessoa pode desejar, mas ela só virá na medida em que nos dispusermos a fazer algumas lições de casa. Que lições são essas ?
Em primeiro lugar, é preciso entender que, se quisermos entrar 2009 mais prósperos no ponto de vista financeiro (o mesmo vale para a saúde e outras áreas de nossas vidas), seria preciso que várias ações já tivessem sido realizadas por nós no decorrer do ano anterior. Se você não fez nada em 2008 para entrar este ano comemorando, nada mais poderá ser feito nos últimos segundos. Mas não se preocupe. Ainda há tempo de você começar a fazer algo agora para entrar em 2010 com sucesso. Se você acha que 365 dias é muito tempo para esperar, lembre-se de que o tempo irá correr do mesmo jeito, queira você ou não, quer você faça alguma coisa ou não. O tempo não volta mais. Então é melhor que já façamos alguma coisa. Muitas pessoas só vão entender isso no final da vida, mas infelizmente ela (a vida) não oferecerá outra chance.
O que passou, passou. No entanto, podemos começar hoje para garantir um futuro mais tranqüilo. Que tal tentar ?
A segunda lição está no fato de entender e praticar alguns conceitos muito simples. É tão simples que muitos o ignoram e não praticam e acabam sofrendo algumas conseqüências um tanto desagradáveis lá na frente. São elas:
· Trabalhar;
· Arrecadar dinheiro;
· Gastar menos do que se ganha;
· Poupar a diferença;
· Investir o que poupou.
Essas regras não podem ser ignoradas. São “regras de ouro” para qualquer sucesso financeiro.
Muitos outros pontos precisam ser abordados e faremos isso no decorrer dos artigos que serão publicados aqui neste blog. Alguns inclusive já foram publicados aqui.
Os bons frutos você colherá em breve.
“Falar é fácil, o difícil é fazer”.
Concordo com você que poupar não é tão prazeroso quanto gastar. Afinal de contas, quem não gosta de comprar um monte de coisas e se sentir bem com isso ? No entanto, se você não quiser sofrer privações no futuro, é melhor já começar a pensar sobre essas questões. Não podemos gastar tudo aquilo que ganhamos, mesmo que você julgue que o dinheiro seja seu.
Muitas pessoas vivem uma vida tão apertada que não conseguem colocar tais regras em prática. Para essas pessoas, eu tenho uma mensagem. Não existe outro caminho para o sucesso financeiro senão este: “Reeducação financeira”. Ou seja, seus hábitos e comportamentos precisam mudar.
Ninguém aprende a escovar os dentes diariamente sem antes criar o hábito de escovar. Ninguém consegue acordar cedo todos os dias para ir a escola ou ao trabalho sem antes se habituar a fazer isso. Da mesma forma, poupar e investir devem ser um hábito normal entre as famílias brasileiras. Isso só é possível com uma reeducação financeira. Se seus hábitos e concepções sobre o dinheiro não mudarem, nada mais mudará.
No começo tudo é difícil e estranho, mas com o tempo, você verá que é capaz de fazer todas essas coisas e muito mais. Ninguém nasce sabendo poupar. Ninguém aprenderá a fazer isso da noite para o dia. A mudança vem com o decorrer do tempo. Dentro de alguns meses ou semanas, isso se tornará quase que automático. O certo é que, se você não usar o seu dinheiro com responsabilidade hoje, ele fugirá de você amanhã.
“Então eu não devo mais consumir ?”
Um dos grandes erros que muitos cometem é relacionar o hábito de poupar com o fato de passar fome. Isso não é verdade. O consumo é essencial para o nosso bem estar e para a nossa sobrevivência. A questão é diferenciar o consumo responsável com o consumismo exagerado que muitos têm vivido atualmente.
Consumismo pode ser traduzido naquelas compras que realizamos por impulso, de forma irracional, movido por propagandas e estratégias de marketing muitas vezes bem elaboradas. Na verdade, o consumismo é concretizado quando compramos algo que não precisamos e de forma constante. É quando a situação sai do controle. Ele pode trazer vícios como qualquer outra droga.
Consumo responsável é aquele em que o indivíduo realiza de forma racional, são as compras que trazem benefícios para nós no dia-a-dia e melhorarão nossa qualidade de vida.
A água é um bem necessário para a vida humana, mas se a população usá-la de forma irresponsável, ela acabará. Da mesma forma, o consumo é saudável e essencial, mas se ele sair do controle e prejudicar suas finanças, no futuro, sua situação financeira não proporcionará que você continue consumindo. O equilíbrio é a palavra-chave em qualquer situação.
A boa notícia é que…
A notícia boa é que poupar e investir não são tarefas somente para os ricos, aliás, os ricos ficaram ricos porque fizeram o dever de casa ou receberam alguma herança em tempos atrás. Se eles conseguem, você também conseguirá. Você precisa acreditar no seu potencial.
O segredo não é poupar grande quantidade de dinheiro uma única vez, mas poupar e investir pequenas quantidades de dinheiro sempre.
Seu futuro depende mais de uma atitude sua hoje do que de promessas que as vezes você mesmo faz para o ano que vem (que muitas vezes não são cumpridas).
Pense nisso.
O que esperar de 2009…
Por Enio Willian
O que esperar para o ano seguinte ? Todos nós fazemos perguntas como essas nos finais de cada ano. Os especialistas traçam previsões para a economia, para a política, para o mercado financeiro, etc. Muitas pessoas simplesmente cruzam os braços e esperam que essas previsões aconteçam. Algumas se cumprem, outras não.
Na verdade, o futuro depende muito mais de nós do que de medidas do governo ou do crescimento da economia. As empresas projetam crescimento, aumento nas vendas, na participação de mercado, aumento nos lucros e tantas outras coisas. Para isso, elas tomam diversas ações: lançamento de novos produtos, maiores investimentos em propaganda e no patrimônio da marca, redução de custos. Ou seja, as organizações obtêm êxito nas conquistas dos sonhos porque planejam e seguem aquilo que planejaram.
E você ?
O que esperar para o ano que vem ? Quais são os seus desejos para que 2009 seja um sucesso em sua vida ? Digo mais. O que você pretende fazer para que 2009 seja ainda melhor que 2008 ? Você já reservou algumas horas na sua agenda para planejar o seu futuro ?
“O futuro é incerto”
Mas não é totalmente incerto para aqueles que fazem alguma coisa. Planejar também é intervir no futuro. O futuro sempre será melhor (ou terá menos surpresas desagradáveis) para aqueles que tomam decisões sábias. O que uma pessoa que nunca poupou nenhum centavo na vida pode esperar do seu futuro financeiro ? Para ela, o futuro é totalmente incerto e imprevisível, quando não, traiçoeiro. Afinal de contas, ela não fez nada para mudar o seu próprio futuro. Mesmo que a economia cresça, nada melhorará para essa pessoa.
O que esperar de 2009 ? Meu conselho para você: não espere nada de 2009 ! Ele não poderá fazer nada por você se você não decidir fazer alguma coisa. A pergunta deveria ser outra:
“O que 2009 pode esperar de mim ?”
A terra pode nos dar muitos frutos, mas precisamos fazer alguma coisa: plantar as sementes que queremos colher; Os bancos podem nos dar muito dinheiro em forma de juros, mas precisamos investir um pouquinho do nosso dinheiro lá para que isso aconteça.
O ano de 2009, como em qualquer outro ano, pode nos dar muitas coisas boas, mas precisamos também fazer alguma coisa. Isso só é possível através de um planejamento pessoal.
Este ano de 2008, com certeza, obtivemos muitas vitórias e derrotas, ganhamos e perdemos, erramos e também aprendemos muitas coisas.
Qualquer que seja o ano, sempre haverá crises e oportunidades. As crises vêm para todos nós, mas ela permanece na vida daqueles que não fazem absolutamente nada. Já as oportunidades, em alguns casos, não vêm. Elas precisam ser descobertas. Quem você acha que irá descobrí-las ?
Feliz ano novo e sucesso em tudo para você.