Por Enio Willian
A inflação e o planejamento familiar: porque é tão importante não ignorar esse ponto.
É certo que a inflação no Brasil já foi muito alta e desastrosa e hoje se encontra em níveis considerados estáveis. A economia brasileira desfruta atualmente de uma situação muito favorável e estável, mas a inflação existe, ainda que baixa. Ela não pode ser ignorada.
Portanto, é possível hoje fazermos planos de médio e longo prazo, algo improvável em anos anteriores. Podemos planejar com mais tranqüilidade a compra de um automóvel, de uma casa ou de qualquer outro bem de consumo. Porém, alguns cuidados precisam ser tomados e algumas dicas observadas.
Se você planeja comprar, construir ou realizar algo dentro de 30 dias, sob o ponto de vista inflacionário, fará pouca diferença se você poupar parte de sua renda e guardá-la em sua casa ou colocá-la numa aplicação financeira que renda juros. Digo isso porque será pouco provável que o preço daquilo que você planeja conquistar suba num período tão curto de tempo. No entanto, sob o ponto de vista das finanças, é recomendável colocá-la, sim, numa aplicação financeira porque, mesmo em períodos curtíssimos, seus recursos poderão ganhar alguns rendimentos com juros dependendo do tipo de aplicação escolhida.
Agora, se seus planos forem acima de um mês, é fundamental que você, ao poupar, invista esses recursos em algum tipo de aplicação financeira, tanto do ponto de vista da inflação quanto das finanças.
Sob a ótica da inflação, ao guardar parte de sua renda em alguma aplicação financeira (a Caderneta de Poupança por exemplo), você estará poupando para a realização de seus sonhos e, ao mesmo tempo, estará se protegendo dos efeitos da inflação, uma vez que os juros ganhos com essas aplicações tendem a superar a inflação. Em outras palavras, seu dinheiro não perderá o poder de compra no decorrer do tempo até que o dia da realização dos seus objetivos chegue ao fim.
Sob a ótica das finanças, planos acima de um mês devem ficar aplicados porque os rendimentos vindos através dos juros compostos farão com que seu dinheiro se multiplique ao longo dos meses. Isso reduz seus esforços, pois você precisará poupar menos, haja vista que os juros decorrentes do período em que seu dinheiro ficará aplicado ajudará a completar o valor necessário para a conquista de seus objetivos.
A Caderneta de Poupança, embora seja a aplicação financeira mais comum e simples que exista, em alguns momentos, seu rendimento acaba ficando abaixo da inflação. Por isso, é recomendável a procura e a pesquisa por outros tipos de aplicações, também em renda fixa, que possuem taxas melhores ao poupador.
Para você pensar
Nunca ignore a inflação, principalmente quando se tem planos de médio ou longo prazo a serem conquistados. Quanto maior for o tempo necessário para o alcance dos seus objetivos maior será o efeito da inflação sobre os preços dos bens e serviços.
Por Enio Willian
Entendendo um pouco os índices de inflação anunciados nos jornais. Afinal, o que eles significam ?
Com certeza, você já ouviu falar nos chamados “índices de inflação”, divulgados freqüentemente nos telejornais e nos meios de comunicação em geral. Quando determinado jornal relata que o IGP-M referente ao mês de setembro de 2010 subiu 1,15%, o que isso significa para você ? Vamos entender, de forma geral, o que significa esses índices de inflação tão utilizados pelo mercado e pelas pessoas.
Em regra geral, os índices de inflação são medidores criados por diversos institutos e organismos diferentes que medem o quanto os preços de determinados produtos e serviços de um setor da economia aumentaram ou diminuíram num certo período de tempo. Ou seja, eles servem para medir a variação de preços de determinados produtos disponível na economia.
No Brasil, existem diversos índices diferentes e cada um deles engloba uma determinada cesta de produtos e serviços com pesos diferentes.
Um exemplo para você entender de uma vez por todas
Suponhamos que eu queira criar um índice de inflação próprio, cuja cesta de produtos seja apenas três componentes: a carne, o arroz e o feijão. Suponhamos também que eu considere o arroz como sendo o item mais importante dessa cesta, seguido pelo feijão e, por último, da carne. Assim sendo, eu decida atribuir um peso de 70% para o arroz, 20% para o feijão e 10% para a carne. Esse índice abrangerá apenas a cidade de Ribeirão Preto. Definindo esses pontos, eu começarei a analisar o quanto os preços desses três produtos variaram num determinado mês, sabendo que a variação do preço do arroz terá um impacto muito maior nessa cesta. Por outro lado, a variação do preço da carne terá um impacto muito menor e a variação do preço do feijão terá um impacto mediano. Nesse exemplo, mesmo que o preço da carne suba muito num determinado mês (por exemplo, suba 50%), a inflação medida por esse índice criado por mim será muito menor (algo em torno de 1%) se o preço do arroz, por exemplo, tiver caído 10% no mesmo período e o do feijão subido apenas 15%.
Podemos dizer que a inflação medida por mim para a cidade de Ribeirão Preto ficou em 1% no mês de setembro, sabendo que o preço do arroz possui o maior peso no índice.
Acredito que esse exemplo tenha ilustrado e esclarecido de forma inteligente como funciona um índice de inflação e como ele deve ser interpretado pelo consumidor.
Os principais índices de inflação usados no Brasil
Da mesma forma, existem no Brasil muitas instituições que medem a inflação seguindo diferentes critérios técnicos, com cestas de produtos diferentes, abrangências diferentes e pesos diferentes. Vejamos os principais deles.
IGP-M
O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é um índice criado e calculado pela Fundação Getúlio Vargas (conhecida como FGV). Trata-se de um índice de inflação calculado mensalmente e divulgado no final de cada mês. Seu período de cálculo abrange o dia 21 do mês anterior até o dia 21 do mês de referência onde ele é então divulgado ao mercado.
O IGP-M é muito utilizado hoje pelas empresas do setor de energia elétrica, no reajuste dessas tarifas, e pelo setor imobiliário, nos reajustes dos contratos de aluguéis. Isso explica, em boa parte, os motivos pelos quais os preços dos aluguéis dos imóveis e as tarifas de energia elétrica aumentam muito quando o IGP-M dispara.
As pessoas que moram em residências alugadas sentem mais os efeitos desse índice, pois um aumento do IGP-M é refletido em seu orçamento doméstico quando o contrato de locação for renovado.
IPCA
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é um índice medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (o IBGE) e abrange o período do primeiro ao último dia de cada mês. Sua medição envolve as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e o município de Goiânia.
A alimentação representa 25,21% da composição geral desse índice, seguido por transportes e comunicação com 18,77%.
O IPCA é o índice oficial utilizado pelo governo para medir a inflação no país e definir a taxa básica de juros a ser usado como referência na economia, principalmente nas aplicações financeiras.
Em outras palavras, se o IPCA cresce muito, significa que a inflação oficial medida pelo Governo aumentou. Por isso, o Banco Central, na tentativa de conter esse avanço inflacionário, toma diversas medidas, sendo uma delas a elevação da taxa básica de juros (conhecida como Taxa SELIC). Elevando essa taxa, consequentemente, as taxas de juros cobradas pelos bancos nos empréstimos ao consumidor também aumentam tornando o dinheiro emprestado mais caro. Como as aplicações financeiras também seguem as variações dessa taxa, os juros pagos para aqueles que aplicam seus recursos na Caderneta de Poupança ou em outras aplicações financeiras em renda fixa também aumenta.
Conclusão: Quando o governo aumenta a taxa básica de juros, com o objetivo de conter a inflação medida pelo IPCA, os empréstimos bancários destinadas às pessoas e empresas também ficam mais caros e os rendimentos de algumas aplicações se tornam atrativas para aqueles que resolvem investir seu dinheiro. Com menos dinheiro disponível nas mãos da população, sua circulação diminui e o consumo também recua. Com a diminuição do consumo, os preços tendem a diminuir e a inflação volta a se estabilizar.
IPC
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) é outro índice de inflação conhecido no Brasil, desta vez calculado e divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), órgão vinculado à Universidade de São Paulo.
Assim como o IPCA, o período de abrangência do IPC se inicia no primeiro dia até o último dia de cada mês. Esse índice calcula as variações de preços para a cidade de São Paulo e é considerado um dos índices de inflação mais antigos do Brasil, com início das atividades em 1939 quando seu cálculo era realizado pela Divisão de Estatística e Documentação da Prefeitura do Município de São Paulo. Posteriormente, ele passou a ser medido pela Universidade de São Paulo e, atualmente, pela FIPE.
Muitos outros índices medidores da inflação no país são existentes, mas os aqui citados representam os principais deles e, portanto, os mais utilizados.
Na próxima edição, farei uma abordagem relacionando a inflação com o planejamento pessoal ou familiar, pois não é possível planejar a vida financeira ignorando os efeitos que ela traz ao longo do tempo.
Por Enio Willian
Dando continuidade ao curso básico de finanças pessoais, irei agora tratar de outro assunto super importante e presente na vida de todas as pessoas.
Vale a pena conferir.
Vou começar este texto fazendo uma pergunta. Você sabe qual é uma das grandes inimigas do seu dinheiro ? Sim, acredite. Seu dinheiro possui diversas inimigas. A falta de conhecimento pode ser uma delas, pois levaria muitas pessoas a destruir grandes somas de capital ao não saber usá-lo adequadamente. A ganância também é outra inimiga com forte potencial para arruinar qualquer chance de prosperidade financeira. Mas, neste momento, irei comentar um pouco sobre outra inimiga que está presente na nossa vida financeira e pode nos afetar de maneira desastrosa se as devidas providências não forem tomadas adequadamente. Essa inimiga chama-se “inflação”.
Mas, afinal, o que é inflação ?
Em termos conceituais, a inflação é “um aumento geral e continuado dos preços dos produtos e serviços disponíveis na economia” (PASSOS e NOGAMI, 2002). No entanto, eu costumo definí-la de outra maneira: ela é a inimiga silenciosa e fulminante do seu dinheiro.
A explicação para isso é muito simples. Vamos imaginar algo prático aqui. Quanto custa um pacote de arroz hoje ? Reserve esse valor e guarde-o em algum lugar dentro de sua casa. Espere dois ou três anos, as vezes até menos. Depois, pegue novamente esse valor que você guardou, vá a um supermercado e tente comprar o mesmo pacote de arroz que você havia escolhido. Muito provavelmente, você irá ter uma grande surpresa. Você descobrirá que esse dinheiro que você guardou com tanta dedicação perdeu parte do seu poder de compra ao longo do tempo.
Lembro-me como se fosse hoje dos tempos onde um pacote de arroz custava R$ 4,00 ou R$ 5,00, onde o litro de gasolina custava R$ 0,89 e o litro do álcool R$ 0,39 nos postos de combustíveis. Acredite ! Esse tempo não volta mais. Se você encontrar esses produtos a esses preços, desconfie.
Ou seja…
A questão é simples: o dinheiro perde seu valor no tempo se não for bem cuidado. Esse é um dos principais motivos pelos quais o governo, através do Banco Central, luta constantemente para combater a inflação no país, ou pelo menos para mantê-la sob controle. O fato é que a inflação corrói o poder de compra das pessoas.
Hoje, a inflação no Brasil se encontra, de certa forma, estável, se a compararmos em tempos mais remotos. Hoje, não vivemos mais na época da hiperinflação, que chegava a 40% ao mês em alguns casos. O Plano Real, que entrou em vigor em 1994, alinhado a outras medidas, trouxe estabilidade econômica ao país, mas a inflação continua existindo, ainda que sob controle.
Por isso, é preciso considerar os seus efeitos no momento de se construir algum plano financeiro de médio e longo prazo.
Na próxima publicação, em continuidade a esse assunto (a inflação), estarei explicando de maneira simples, mas profunda, o que são os índices de inflação anunciados nos jornais e o que eles significam. Também estarei explicando brevemente cada um dos principais índices de inflação existentes no Brasil. Tenho certeza de que você nunca mais irá esquecer de como funciona um índice de inflação, pois estarei explicando de maneira bem diferente e interessante.
Até a próxima e feliz ano novo para todos.
Forte abraço.
Por Enio Willian
Na edição anterior, comecei falando sobre alguns conceitos básicos que precisam ser entendidos ao se estudar a matemática financeira. Agora, estarei explicando da melhor maneira possível um pouco sobre juros simples e juros compostos. É apenas uma noção geral e básica para que você possa entender melhor como funciona a lógica dos financiamentos, dos empréstimos e das aplicações financeiras que são praticadas o tempo todo no mercado.
Juros simples e juros compostos
Os juros podem ser formados a partir de dois processos diferentes de formação: pelo regime de capitalização simples (mais conhecido como “juros simples”) ou pelo regime de capitalização composta (também chamado de “juros compostos”).
Juro simples ocorre quando a taxa de juros é aplicada somente sobre o valor inicial. Suponhamos que uma pessoa tome R$ 100,00 emprestados a uma taxa de juros de 1% ao mês para pagar daqui a três meses. No final dos três meses, ela terá que pagar R$ 103,00 (R$ 100,00 referente ao valor inicial, R$ 1,00 referente ao valor dos juros do primeiro mês, R$ 1,00 referente ao valor dos juros do segundo mês, e mais R$ 1,00 referente ao valor dos juros do terceiro mês). De onde surgiu esse R$ 1,00 por mês ? Ele surgiu da multiplicação de 1% em cima do valor inicial que foi emprestado (os R$ 100,00).
| R$ 100,00 x 1% = R$ 1,00 no primeiro mês
R$ 100,00 x 1% = R$ 1,00 no segundo mês R$ 100,00 x 1% = R$ 1,00 no terceiro mês Valor total: R$ 100,00 + R$1,00 + R$1,00 + R$1,00 = R$ 103,00 |
Juro composto ocorre quando a taxa de juros é incidida sobre o montante.
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Montante é o valor do capital mais o valor dos juros.
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Suponhamos que essa mesma pessoa tenha feito esse mesmo empréstimo, só que desta vez com o regime de capitalização composto (juros compostos).
No final do primeiro mês, o montante será de R$ 101,00
| R$ 100,00 x 1% = R$ 1,00Logo, R$ 100,00 + R$ 1,00 = R$ 101,00 |
No final do segundo mês, o montante será de R$ 102,01
| R$ 101,00 x 1% = R$ 1,01Logo, R$ 101,00 + R$ 1,00 = R$ 102,01 |
No final do terceiro mês, o montante que deverá ser pago será de R$ 103,03
| R$ 102,01 x 1% = R$ 1,02Logo, R$ 102,01 + R$ 1,02 = R$ 103,03 |
Em outras palavras, nos juros compostos, a taxa de juros é incidida em cima do valor já acrescido dos juros do período anterior. É juros sobre juros.
No Brasil, o regime de capitalização mais usada em quase todas as operações financeiras são os juros compostos.
Recapitulando
A matemática financeira estuda a evolução do dinheiro no tempo. Dada uma taxa de juros de 3% ao mês (por exemplo) num regime de capitalização composta, tanto faz eu receber R$ 100, 00 hoje ou R$ 142,57 daqui a 12 meses (é apenas um exemplo hipotético). Tudo isso para mostrar que o dinheiro possui valor no tempo. Os juros podem ser simples ou compostos. Os juros simples incidem sobre o valor inicial e os juros compostos incidem sobre o montante do período anterior.
Não é minha intenção aqui abordar todo o conteúdo de matemática financeira. Mesmo por que, não há a menor condição de se fazer isso neste blog pois o conteúdo é muito extenso. Seria necessário abordar outros tópicos como desconto simples, desconto composto, amortização, Cálculos de taxas equivalente, taxa nominal, taxa efetiva, fluxo de caixa, e muito mais. Minha ideia aqui é simplesmente fazer com que você tenha uma breve noção do que é a matemática financeira para entender melhor a sua relação com as finanças pessoais. Talvez com essa introdução que fiz, você se sinta estimulado (a) a querer aprender mais sobre o tema.
Para você pensar:
- Você já parou para pensar quanto paga de juros ao ano em razão dos empréstimos ou dos financiamentos adquiridos ou dos atrasos em suas prestações ?
- Se você usa o cheque especial ou o cartão de crédito, já teve a curiosidade para saber qual a taxa de juros cobrada em cada uma dessas modalidades de crédito ?
- Você já parou para pensar que os juros compostos também podem trabalhar a seu favor, fazendo seu dinheiro se multiplicar ao longo do tempo, caso você resolva poupar e aplicar seu dinheiro ao invés de contrair empréstimos, financiamentos ou compras parceladas com a inclusão de juros ?
Para você responder:
- Resumidamente falando, o que a matemática financeira estuda ?
- O que é inflação ?
- Quando o juro deixa de ser o vilão das famílias e passa a ser um forte aliado ? Cite um exemplo que retrata o juro como uma forma de enriquecimento pessoal ou familiar.
Em breve estarei publicando o gabarito dessas perguntas referente ao estudo da matemática financeira. Desejo sucesso a todos e até o próximo capítulo.
Por Enio Willian
Olá caros leitores !
Estamos iniciando agora mais um capítulo dentro do curso básico de finanças pessoais na qual me propus a escrever e publicar aqui no blog. Espero que tenham gostado de todos os capítulos abordados até agora e da maneira como os assuntos e tópicos estão sendo apresentados. Vamos falar agora sobre matemática financeira, um tema temido por muitas pessoas, porém, utilizado o tempo todo no mercado.
Resolvi incluir neste livro alguns conceitos básicos de matemática financeira porque é quase impossível estudar finanças pessoais sem utilizar alguns princípios que ela nos oferece. Que princípios são esses ? Vejamos alguns agora.
O valor do dinheiro no tempo
Primeiro, é necessário entender o que é matemática financeira. Conceitualmente falando, a matemática financeira é um ramo da matemática aplicada que estuda o comportamento do dinheiro no tempo.
Por isso, ela analisa basicamente “a evolução do dinheiro ao longo do tempo”. Esse é o primeiro conceito que você não poderá esquecer jamais. O dinheiro possui valor no tempo. Isso ocorre devido a dois fatores principais: devido aos juros e à inflação.
É fácil entender o por que. Por exemplo, se hoje você consegue comprar 20 produtos com R$ 100,00, daqui a um ou dois anos, com os mesmos R$ 100,00, você conseguirá comprar uma quantidade menor do mesmo produto. Isso acontece porque as mercadorias sofrem os efeitos da inflação.
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Inflação é o aumento geral e continuado dos preços dos produtos e serviços disponíveis no mercado
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Ou seja, se você resolver não gastar seu dinheiro e guardá-lo por certo tempo, quando você resolver usá-lo, o preço de praticamente todos os produtos e serviços disponíveis no mercado nesta data futura já estará acima daquele que estava sendo praticado na data em que você resolveu guardá-lo. Para que o seu esforço de poupança seja vantajoso, é necessário algo mais. É necessário, não apenas guardar, mas sim colocá-lo num lugar onde renda algum tipo de juros a seu favor. Dessa forma, seu dinheiro estará protegido contra os efeitos negativos da inflação, desde que os juros incididos sobre esse valor seja maior do que a inflação acumulada no mesmo período.
Concluindo, provavelmente, se você guardar o seu dinheiro em algum lugar onde não renda juros, ele estará perdendo valor no tempo.
O que são juros ?
Juros é a remuneração do dinheiro quando emprestado ou aplicado. É isso mesmo que você leu. O dinheiro, assim como qualquer outro fator de produção, também é remunerado.
Conheça as formas de remuneração existentes na economia para os diferentes tipos de fatores de produção:
A sua força de trabalho é remunerado pelo salário. Imagine um operário da construção civil que usa a sua força de trabalho para produzir. Ao final do mês, ele receberá um salário como forma de remuneração.
A terra, representada pelos imóveis, sítios, fazendas, galpões, etc é remunerado por meio dos aluguéis. Você pode alugar um pedaço de terra ou imóvel e receber um valor em dinheiro por isso.
As empresas também recebem remuneração. A remuneração que ela gera é chamada de “lucro”.
O capital (ou o dinheiro) tem como forma de remuneração os juros.
Se você deixar uma empresa parada, sem produzir nada, ela não trará nenhum lucro para você, se a sua casa ficar encostada num canto qualquer, ela não produzirá nenhum aluguel. Da mesma forma, se o seu dinheiro ficar “debaixo do colchão”, ele não produzirá juros para você. Para que ele produza mais dinheiro, é necessário que ele trabalhe. Como se faz isso ? Aplicando.
Quando você aplica o seu dinheiro, ele rende juros, ou seja, produz mais dinheiro. Quando você toma dinheiro emprestado, você paga juros por isso. Se você empresta ou investe ele, você recebe juros como remuneração. É como se fosse uma forma de recompensa (ou prêmio) que você recebe por ter deixado de consumir hoje para aplicar o seu dinheiro. Como recompensa pelo sacrifício que você fez em não consumir hoje, virá um valor maior para você no futuro.
Da mesma forma, quando você atrasa o pagamento da prestação do seu carnê, além da multa, a loja cobra juros por dia de atraso. Em outras palavras, seria como se você tivesse pago na data certa e, logo em seguida, tivesse tomado novamente o mesmo valor sob a forma de empréstimo. Suponhamos que você tenha atrasado a prestação da sua geladeira por dois dias. Como recompensa pelo sacrifício que a loja fez para ficar sem esse valor por dois dias (afinal, ela poderia investir esse dinheiro na própria loja se ele não estivesse com você), ela cobra juros de você por dia de atraso.
O que é taxa de juros
Taxa de juros é um percentual que se aplica ao capital. Se você toma R$ 100,00 emprestado pelo período de um mês e o banco te cobra uma taxa de juros de 1% ao mês, logo, no final, você terá que devolver ao banco os R$ 100,00 mais o valor dos juros que é calculado a partir da taxa de juros estabelecida pela instituição financeira. No total, você deverá devolver R$ 101,00 (R$ 100,00 do valor principal e R$ 1,00 referente aos juros). Esse R$ 1,00 é obtido a partir do cálculo a seguir:
R$ 100,00 x 1% = R$ 1,00
Na próxima edição, estarei falando um pouco sobre juros simples e juros compostos. Mas, calma ! Não entre em desespero. Tudo aqui é explicado da forma mais simples possível, exatamente para que todas as pessoas possam ler, entender e tomar gosto pelo assunto. Por isso, não deixe de acompanhar as próximas publicações.
Por Enio Willian
Concluindo esta etapa do curso, irei agora colocar alguns cuidados fundamentais que precisam ser considerados no momento de construir e administrar uma reserva financeira para fins emergenciais. Também estarei recapitulando os pontos principais deste tópico (ou capítulo, como queria chamar) que trata da questão da reserva de emergência.
Como faço em alguns momentos, no final deste texto (que também finaliza um capítulo) estarei colocando alguns pontos para que você possa refletir com bastante calma. Para aqueles que quiserem fixar o tema com maior profundidade, estarei colocando algumas perguntinhas sobre tudo o que foi tratado neste capítulo (Construindo uma reserva de emergência) apenas para que você, ao tentar respondê-las, possa fixar ainda mais tudo o que foi abordado. É apenas uma forma a mais de se estudar sobre o assunto antes de entrarmos num novo tópico.
Fique à vontade se quiser ou não responder para você mesmo. Tenha certeza de que você será ricamente beneficiado.
Alguns cuidados
Quando se constrói uma reserva de emergência, é necessário tomar alguns cuidados de extrema importância:
- Nunca deixe esse valor aplicado em investimentos considerados de alto risco tais como “ações”, aplicações financeiras envolvendo câmbio e outros investimentos que envolvam alto grau de risco. Se você investe esse valor em ações, por exemplo, a Bolsa de Valores pode sofrer uma forte queda e seu dinheiro reduzir à metade exatamente no momento em que você mais precisar dele. Investimentos em ações são uma ótima opção e uma das aplicações mais rentáveis no Brasil, mas são para aqueles que sabem que não vão precisar desse dinheiro no curto prazo. Se você for usar um determinado valor em dinheiro dentro de dois ano, por favor, não invista ele em ações. Como uma reserva de emergência é para ocasiões emergenciais e não se sabe quando ela acontecerá (o ideal é que nunca aconteça), logo esse dinheiro deve ser aplicado em investimentos considerados conservadores, em que o risco de se perder o valor investido é quase nulo. Como exemplo, pode-se citar a Caderneta de Poupança, Títulos do Governo, fundos de renda fixa de grandes bancos e instituições financeiras sólidas, entre outros.
- Nunca deixe esse valor aplicado em imóveis ou em algum ativo imobilizado. Ativos imobilizados possuem baixa liquidez. “Ativo imobilizado” são bens físicos como imóveis e máquinas. “Liquidez” é a facilidade que temos de transformar algum ativo em dinheiro. Por exemplo, temos mais dificuldades de transformar uma casa em dinheiro do que uma aplicação em títulos do governo. Podemos dizer que a casa é menos líquida se comparado a um título do governo. Por isso, uma reserva de emergência deve estar em sua forma mais líquida possível para que possa ser transformado rapidamente em “dinheiro vivo”. Normalmente, é recomendado que esse valor fique guardado em uma conta poupança ou em fundos de renda fixa de bancos considerados sólidos.
- Não use essa reserva para qualquer coisa. Estabeleça algumas situações especiais para que esse valor seja sacado. Você pode definir, por exemplo, que essa reserva seja usada somente em casos de desemprego, ou de doenças, ou em ambos os casos. Já imaginou você usando esse dinheiro para comprar um sapato novo (porque você julgou que precisava de um sapato novo) e um mês depois você é demitido do seu emprego e o aluguel vencerá nos próximos dias ? Por isso, use-o com responsabilidade. Estabeleça critérios para que essa reserva seja usada.
- Nunca deixe esse valor em casa, debaixo do colchão ou guardado dentro de um cofre. Por mais seguro que algumas pessoas possam considerar, dinheiro guardado nesses lugares não irão render nenhum tipo de juros a seu favor. Com isso, além dos riscos de assaltos, incêndios e outros sinistros, esse valor será corroído pelo poder da inflação no decorrer do tempo. Deixe-o na Caderneta de Poupança ou em outro tipo de aplicação considerada de baixo risco e alta liquidez.
Recapitulando:
A reserva de emergência funciona como uma proteção financeira individual ou familiar e tem por objetivo suprir as necessidades básicas da(s) pessoa(s) por um determinado período de tempo em casos de perda de emprego ou crises econômicas ou para fazer frente aos imprevistos que podem aparecer tais como doença na família, uma viagem de urgência, etc.
A construção dessa reserva é tão importante quanto a elaboração de um planejamento financeiro. Ela é imprescindível porque nem sempre é possível prever 100% dos acontecimentos que ocorrerão e, muitas vezes, imprevistos surgem em nossas vidas nas quais precisam ser solucionados num curtíssimo espaço de tempo (ou seja, são imprevistos que não podem esperar muito tempo por uma solução). Todas as pessoas estão sujeitas a esses inconvenientes da vida e é preciso estar preparados para eles.
Várias são as maneiras de formar essa reserva, desde que ela alcance um valor que seja suficiente para suprir as necessidades básicas da pessoa ou da família por no mínimo três a seis meses. O recomendável é que esse tempo seja de, no mínimo, seis meses.
Nunca deixe essa reserva aplicada em ativos de baixa liquidez onde será difícil convertê-lo em dinheiro num curto espaço de tempo (ex: imóveis), em investimentos de risco (ex: ações, investimentos envolvendo câmbio) ou em locais que não rendem nada para não ser corroído pela inflação, ou seja, perder o poder de compra (ex: deixar debaixo do colchão de casa ou em cofres). Recomenda-se deixá-la em aplicações conservadoras tais como fundos de renda fixa de grandes bancos sólidos, conta poupança, dentre outras.
Por fim, não use esse dinheiro para outros fins considerados “não emergenciais” (ex: compra de um sapato novo ou de uma TV em promoção na loja). Para isso, estabeleça situações específicas para o seu uso.
Para você pensar:
- Você já imaginou na possibilidade de perder o seu atual emprego por qualquer que seja o motivo, como por exemplo, depois da empresa onde você trabalha anunciar algum programa de cortes de custos ? Você possui alguma reserva financeira para contornar essa situação nos próximos 3 ou 6 meses ?
- Você já parou para pensar que uma pessoa da sua família poderia ficar doente e necessitar de algum recurso para cobrir eventuais despesas com hospital, medicamentos, equipamentos médicos, etc ? Claro que são situações que não esperamos nunca vivenciar, mas caso ocorra por motivos que fogem ao nosso controle, você está preparado financeiramente para isso, ainda que seja para cobrir metade ou um terço dessas eventuais despesas ?
- Lembre-se que usar dinheiro próprio é sempre melhor do que usar dinheiro de terceiros, seja de familiar, do seu melhor amigo ou do banco.
Para você responder:
- Por que é tão importante construir uma reserva de emergência pessoal ou familiar ?
- Uma reserva financeira poderá resolver todos os problemas financeiros de uma pessoa ou família em todas as situações ? Por quê ?
- Por que recomenda-se guardar um valor aproximado equivalente a seis meses de despesas ?
- É correto guardar essa reserva de emergência num bom fundo de investimento em ações ? Por quê ?
- Cite pelo menos duas vantagens de se manter uma reserva de emergência ?
No próximo post estarei colocando o gabarito dessas questões para que você possa conferir com as suas respostas. Talvez dentro desses próximos dias, em breve.
Por Enio Willian
Vamos agora explicar como construir, de fato, uma reserva de emergência. Na verdade, não existe segredo nenhum. A construção é muito simples e fácil demais. O problema é que muitas pessoas não o fazem. Ser fácil construí-la não significa que devemos deixar para fazê-la na última hora. E o motivo também é muito simples: curar uma doença quando ela se encontra em fase inicial é muito mais fácil e menos dolorido do que tentar curá-la quando ela já tomou proporções gigantescas. Você concorda comigo ? As vezes, precisamos tomar apenas um comprimido por semana para curar determinado tipo de doença. Mas, se essa atitude relativamente simples não for colocada em prática, e a simples doença se transformar numa doença muito mais grave, tomar os mesmos comprimidos não mais resolverá o problema. Dependendo da gravidade, será necessária uma intervenção mais complexa.
Na vida financeira a lógica é semelhante. Acredite: construir uma reserva de emergência quando a situação financeira está relativamente estável e controlada é muito mais simples e exigirá menos trabalho do que tentar construí-la quando um imprevisto já tiver ocorrido e estiver batendo à porta. Nesse caso, será necessária uma medida mais dura para tentar resolver tal problema.
Uma reserva de emergência é, na verdade, uma poupança forçada, uma vez que o indivíduo precisa poupar uma pequena parte de toda sua renda para usá-la em momentos críticos da vida. Quem não estiver disposto a fazer essa poupança terá muitas dificuldades, não só agora. Vamos explicar como construí-la.
Como construir essa reserva
Na verdade, há duas maneiras de se constituir uma reserva de emergência: reservando um valor fixo mensal ou reservando um
percentual da renda mensal.
Na primeira opção, a família estipularia um valor fixo mensal da renda e o guardaria, independentemente se a renda sofresse variações. Esse método é mais recomendado para aquelas pessoas ou famílias que possuem uma renda estável ou com poucas variações. Se um indivíduo trabalha numa empresa com carteira registrada e possui um salário mensal fixo, por exemplo, ele poderia optar por esse método para construir essa reserva. Como exemplo, uma família pode definir que R$ 50,00 será destinada para isso todos os meses, independente de quanto seja a renda familiar.
Na segunda opção, a família definiria um percentual de toda a renda mensal exclusivamente para essa finalidade. Como exemplo, a família (ou um indivíduo) poderia definir que 10% de toda a renda recebida no mês seria direcionado para isso. Nesse segundo caso, se a renda aumentasse, o valor a ser poupado também aumentaria. Se a renda diminuísse, esse valor também diminuiria, pois ele é proporcional à renda da família. Essa segunda opção é mais recomendada para aquelas pessoas que possuem uma renda variável. Muitos vendedores que vivem de comissões, muitos
profissionais liberais, trabalhadores autônomos, professores, médicos, são exemplos de profissionais que, geralmente, possuem uma renda que varia de mês para mês. Seus salários não são fixos. Nesse caso, o valor a ser poupado para a construção dessa reserva não comprometeria o orçamento familiar, uma vez que seria definido um valor percentual da renda.
De qualquer forma, todas essas alternativas são válidas, desde que seguidas à risca e com seriedade.
Mas, de acordo com especialistas, e isso parece haver um consenso entre eles, a regra geral é: Independente de qual método seja usado, essa reserva deve ser construída até o ponto em que esse valor seja suficiente para manter o indivíduo (ou a família) entre três e seis meses, caso aconteça alguma eventualidade tais como perda de emprego, doença na família e outros imprevistos. Em outras palavras, é necessário acumular um valor que seja equivalente a pelo menos três meses de despesas correntes.
Vamos a um exemplo: Se uma família consome todo mês um valor de R$800,00 equivalentes à alimentação, despesas com energia elétrica, despesas com água, aluguel, convênio médico, logo, terá que construir uma reserva de emergência (independente do método adotado) até que ela alcance o valor de R$ 2400,00 (que é o valor que cobriria todas as despesas correntes da família por um período de três meses). Se o valor dessas despesas aumentarem, o valor total que terá que ser acumulado nessa reserva também deverá ser ajustado.
No entanto, como o mundo é instável e não temos como ter o controle de tudo o tempo todo, alguns imprevistos ou desastres podem ocorrer e durar bem mais que três meses. Por essa razão, recomenda-se a criação de uma reserva que possa manter o indivíduo por pelo menos 6 meses.
Tão importante quanto formar essa reserva, é mantê-la. Ela deve estar pronta para nos atender no momento exato em que precisarmos dela.
Como fazer isso ? Existem várias opções. Você pode separar esse valor por tempo indeterminado e destinar para essa reserva de modo que todos os meses essa reserva receberá essa quantia em dinheiro definida por você (seja pelo método fixo ou percentual), mesmo que você nunca precise usá-la. Você pode também deixar um valor equivalente a seis meses de salário nessa reserva e só repor caso ela seja usada.
O mais importante é que essa reserva seja construída e mantida. Não adianta começar a fazê-la e abandoná-la nos primeiros meses.
Por Enio Willian
Em continuidade ao assunto abordado na edição passada, citarei agora as principais vantagens na existência de uma reserva de emergência na família, os riscos que as pessoas correm ao não tê-la e algumas advertências gerais. Uma reserva de emergência, como já citado, serve como uma proteção financeira em momentos difíceis, até que a situação se estabilize novamente.
Suas vantagens:
a) As pessoas ficam menos vulneráreis às crises e aos imprevistos que possam ocorrer;
b) As famílias passam a ter mais tranqüilidade e, conseqüentemente, vivem com mais qualidade de vida e menos preocupações em relação às incertezas do futuro;
c) A família sente-se mais protegida.
Os riscos de não ter uma reserva de emergência
Não possuir uma reserva de emergência é tão perigoso quanto não tomar vacina contra uma determinada doença. Um dia ela pode te alcançar. A única saída será a corrida à farmácia. Na vida financeira, não possuir um fundo de reserva significa que você está desprotegido contra as adversidades que todos nós estamos sujeitos. A única saída para essas pessoas será a corrida ao banco para a obtenção de empréstimos pessoais ou o famoso cheque especial a juros exorbitantes. Por isso, o melhor remédio é a prevenção e a construção de uma reserva financeira vem para suprir essa lacuna. Em termos gerais, é a garantia que uma família possui para enfrentar momentos de crises com menos problemas.
Viver sem uma reserva financeira para emergências é tão perigoso quanto saltar de pára-quedas sem um reserva. Uma hora você poderá precisar dele.
Algumas advertências importantes
Mas, não se iluda. Uma reserva de emergência não te protegerá de todas as adversidades da vida nem impedirá que elas ocorram. Ela simplesmente fará com que seus impactos sejam menos doloridos. Ou seja, qualquer pessoa poderá perder o emprego ou ficar doente e ter que cobrir altas despesas com medicamentos. Porém, aquelas que tiverem construído essa reserva se encontrarão em situação melhor do que àquelas que nada fizeram. Ela não te protegerá contra tudo, mas a situação será bem pior se ela não existir. Mesmo que o imprevisto seja tão alto que suas reservas não sejam suficientes, pelo menos o valor restante para resolver o problema será menor. De qualquer forma, sua situação estará melhor.
Uma reserva de emergência pode ser usada também para aproveitar ótimas oportunidades, com benefícios a longo prazo, onde a família não possua recursos suficientes para isso no momento. Nesse caso, ela fará toda a diferença, se usada com responsabilidade. Aproveitar uma ótima oportunidade que surgiu, na qual dificilmente se repetirá, mas trará bons benefícios, pode ser um bom exemplo.
Mas, cuidado. Muitos acham que aproveitar uma promoção imperdível numa loja é motivo suficiente para usar os recursos da reserva. Isso não pode acontecer. Para isso, é necessário que haja uma regra muito clara para se definir em quais situações essa reserva será usada.
Por exemplo, usar a reserva para comprar uma TV de última geração porque a loja a colocou à venda com 50% de desconto seria um erro fatal. Por outro lado, usar essa mesma reserva para fazer uma viagem com o objetivo de fazer um curso que é aberto a cada cinco anos na qual poderá ser o responsável pela sua promoção no emprego, parece ser um motivo justo.
Como se trata de uma questão delicada definir “o que é” e “o que não é” urgente, procure usá-la, sempre que possível, para momentos realmente difíceis da vida.