Por Enio Willian
A crise financeira mundial vivida pelo mundo hoje está provocando muitas mudanças em vários aspectos no mercado e na sociedade.
Em termos de mercado, os setores mais afetados pela crise como as instituições financeiras, seguradoras estão sofrendo uma forte regulamentação em decorrência de decisões de alto risco assumido e de gestão fraudulentas em alguns casos. Outros setores como o automobilístico estão recebendo ajudas milionárias do governo em troca de uma reestruturação em sua gestão. O fato é que a forma como as empresas vem gerindo suas atividades e a forma como a sociedade vê o consumo precisam ser mudadas, caso contrário, a situação vivida pode se tornar insustentável no médio e longo prazo.
Crises provocam mudanças, algumas temporárias e outras permanentes e podem trazer uma nova configuração para o mercado. O fato é que as mudanças ocorrem o tempo todo no mundo, seja em época de crise ou em momentos de abundante crescimento e afeta as empresas, as pessoas assim como todo o ambiente.
Em termos de sociedade, as pessoas estão enfrentando novamente o desemprego. Mas, o emprego, da forma como ele é visto até hoje, vem sofrendo mudanças desde o final do século passado. Até então, ele foi visto como uma forma de trabalho com carteira assinada entre o empregador (a empresa) e o empregado, onde o trabalhador tinha assegurado todos os seus direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Entre esses direitos, pode-se citar o décimo terceiro salário, jornada máxima de até 40 horas semanais, direito a licença maternidade, seguro desemprego dentre vários outros direitos garantidos por lei. Com o advento da globalização que eliminou as barreiras geográficas entre os países, as empresas passaram a competir de forma global, isto é, a competir com outras empresas de outros países. As organizações estão se reestruturando a cada dia no sentido de se tornarem mais enxutas e competitivas. Muitas delas estão terceirizando algumas áreas internas que não agregam valor para seus clientes, eliminando cargos desnecessários, robotizando e informatizando alguns setores produtivos, etc. Tudo isso promove mudanças significativas no ambiente interno e externo das empresas, principalmente no mercado de trabalho e afeta diretamente as pessoas. O vínculo empregatício e as relações de trabalho estão sofrendo alterações. O emprego da forma com tem sido visto está desaparecendo.
O objetivo deste texto não é abordar as causas do fim do emprego nem tão pouco explicar com propriedade sobre esse assunto específico. Creio existir diversas fontes que tratam desse tema com mais profundidade. O objetivo aqui é alertar dizendo que hoje o trabalhador é o responsável pela gestão da sua própria carreira. Outra mudança refere-se à Previdência Social. Ano após ano o governo altera as regras para um cidadão se aposentar no Brasil. Com a melhora da expectativa de vida da população, as pessoas estão vivendo mais e melhor e o gasto da Previdência vem aumentando anualmente, afinal, uma grande parte da população se aposentava com idade inferior a 60 anos e desfrutava da aposentadoria por muitos anos. As novas alterações vieram no sentido de encurtar o tempo das pessoas de desfrutarem desse benefício. Hoje, para alguém se aposentar, é necessário possuir um período mínimo de contribuição equivalente a 30 anos e ter idade mínima de 60 anos (para as mulheres e 65 anos para os homens). Sempre que a qualidade de vida de uma população melhora, a previdência é afetada e o governo precisa criar mecanismos para que ela não quebre.
O ambiente vem mudando numa velocidade cada vez mais rápida e de forma imprevisível. O que não significa que o trabalho acabou. Trabalho existe, principalmente os de alta qualificação, mas o emprego sim está desaparecendo do mercado.
Aqueles que estão esperando se aposentar apenas por meio da previdência pública correm sérios riscos de verem seus rendimentos caírem e seu padrão de vida despencarem no futuro e de demorarem em conquistar esse direito devido à alta burocracia nesse setor.
Administrar a vida pessoal também é planejar o futuro, principalmente no sentido de criar mecanismos de se manter o mesmo padrão de vida quando já não for mais possível trabalhar. Muitos trabalhadores vivem durante anos com um nível de consumo quando estão na ativa e, de repente, vêem seu padrão de vida caindo ao se aposentarem em razão da queda do valor da aposentadoria ou do congelamento dos benefícios aos aposentados. Digo mais, não se trata de se aposentar e não fazer mais nada na vida. Trata-se de alcançar independência financeira de modo a continuar trabalhando, mas não depender mais dos rendimentos do seu trabalho para continuar sobrevivendo com qualidade de vida. Para isso, existem os planos de previdência privada como uma alternativa de planejar a sua própria aposentadoria e garantir uma vida mais tranqüila no futuro. Outra forma é você mesmo construir sua aposentadoria através de um investimento de longo prazo fazendo com que o dinheiro trabalhe a seu favor ao longo do tempo até formar um patrimônio consistente. Existem várias formas de se fazer isso, mas o mais importante é construir esse montante. Esse montante será considerado suficiente quando os rendimentos gerados por ele forem capazes de te manter no futuro com o padrão de vida na qual deseja hoje.
Você já pensou nisso alguma vez ? Como você pretende viver seus dias quando chegar a uma idade que não puder mais trabalhar para garantir seu sustento e da sua família ? Como você manterá seu padrão de vida de forma digna quando não conseguir mais um emprego com todos os direitos de que dispõe hoje ? Essa são algumas reflexões que gostaria que você pensasse a partir de agora. Quanto mais cedo você começar a construir seu futuro, melhor será.
Para terminar esse texto, deixo um pensamento muito interessante que diz:
Se aproveitares bem o dia de hoje, dependerá menos do de amanhã.
Um forte abraço a todos.
23,06,09 às 6:47 am |
bem maneiro
27,10,09 às 7:30 am |
por favor quais as tendencias e desafios para aposentadoria