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Construindo uma reserva de emergência (Parte 5): Final de capítulo

01,09,11

Por Enio Willian

     Concluindo esta etapa do curso, irei agora colocar alguns cuidados fundamentais que precisam ser considerados no momento de construir e administrar uma reserva financeira para fins emergenciais. Também estarei recapitulando os pontos principais deste tópico (ou capítulo, como queria chamar) que trata da questão da reserva de emergência.

     Como faço em alguns momentos, no final deste texto (que também finaliza um capítulo) estarei colocando alguns pontos para que você possa refletir com bastante calma. Para aqueles que quiserem fixar o tema com maior profundidade, estarei colocando algumas perguntinhas sobre tudo o que foi tratado neste capítulo (Construindo uma reserva de emergência) apenas para que você, ao tentar respondê-las, possa fixar ainda mais tudo o que foi abordado. É apenas uma forma a mais de se estudar sobre o assunto antes de entrarmos num novo tópico.

     Fique à vontade se quiser ou não responder para você mesmo. Tenha certeza de que você será ricamente beneficiado.

Alguns cuidados

     Quando se constrói uma reserva de emergência, é necessário tomar alguns cuidados de extrema importância:

  • Nunca deixe esse valor aplicado em investimentos considerados de alto risco tais como “ações”, aplicações financeiras envolvendo câmbio e outros investimentos que envolvam alto grau de risco. Se você investe esse valor em ações, por exemplo, a Bolsa de Valores pode sofrer uma forte queda e seu dinheiro reduzir à metade exatamente no momento em que você mais precisar dele. Investimentos em ações são uma ótima opção e uma das aplicações mais rentáveis no Brasil, mas são para aqueles que sabem que não vão precisar desse dinheiro no curto prazo. Se você for usar um determinado valor em dinheiro dentro de dois ano, por favor, não invista ele em ações. Como uma reserva de emergência é para ocasiões emergenciais e não se sabe quando ela acontecerá (o ideal é que nunca aconteça), logo esse dinheiro deve ser aplicado em investimentos considerados conservadores, em que o risco de se perder o valor investido é quase nulo. Como exemplo, pode-se citar a Caderneta de Poupança, Títulos do Governo, fundos de renda fixa de grandes bancos e instituições financeiras sólidas, entre outros.
  • Nunca deixe esse valor aplicado em imóveis ou em algum ativo imobilizado. Ativos imobilizados possuem baixa liquidez. “Ativo imobilizado” são bens físicos como imóveis e máquinas. “Liquidez” é a facilidade que temos de transformar algum ativo em dinheiro. Por exemplo, temos mais dificuldades de transformar uma casa em dinheiro do que uma aplicação em títulos do governo. Podemos dizer que a casa é menos líquida se comparado a um título do governo. Por isso, uma reserva de emergência deve estar em sua forma mais líquida possível para que possa ser transformado rapidamente em “dinheiro vivo”. Normalmente, é recomendado que esse valor fique guardado em uma conta poupança ou em fundos de renda fixa de bancos considerados sólidos.
  • Não use essa reserva para qualquer coisa. Estabeleça algumas situações especiais para que esse valor seja sacado. Você pode definir, por exemplo, que essa reserva seja usada somente em casos de desemprego, ou de doenças, ou em ambos os casos. Já imaginou você usando esse dinheiro para comprar um sapato novo (porque você julgou que precisava de um sapato novo) e um mês depois você é demitido do seu emprego e o aluguel vencerá nos próximos dias ? Por isso, use-o com responsabilidade. Estabeleça critérios para que essa reserva seja usada.
  • Nunca deixe esse valor em casa, debaixo do colchão ou guardado dentro de um cofre. Por mais seguro que algumas pessoas possam considerar, dinheiro guardado nesses lugares não irão render nenhum tipo de juros a seu favor. Com isso, além dos riscos de assaltos, incêndios e outros sinistros, esse valor será corroído pelo poder da inflação no decorrer do tempo. Deixe-o na Caderneta de Poupança ou em outro tipo de aplicação considerada de baixo risco e alta liquidez.

Recapitulando:

      A reserva de emergência funciona como uma proteção financeira individual ou familiar e tem por objetivo suprir as necessidades básicas da(s) pessoa(s) por um determinado período de tempo em casos de perda de emprego ou crises econômicas ou para fazer frente aos imprevistos que podem aparecer tais como doença na família, uma viagem de urgência, etc.

     A construção dessa reserva é tão importante quanto a elaboração de um planejamento financeiro. Ela é imprescindível porque nem sempre é possível prever 100% dos acontecimentos que ocorrerão e, muitas vezes, imprevistos surgem em nossas vidas nas quais precisam ser solucionados num curtíssimo espaço de tempo (ou seja, são imprevistos que não podem esperar muito tempo por uma solução). Todas as pessoas estão sujeitas a esses inconvenientes da vida e é preciso estar preparados para eles.

     Várias são as maneiras de formar essa reserva, desde que ela alcance um valor que seja suficiente para suprir as necessidades básicas da pessoa ou da família por no mínimo três a seis meses. O recomendável é que esse tempo seja de, no mínimo, seis meses.

     Nunca deixe essa reserva aplicada em ativos de baixa liquidez onde será difícil convertê-lo em dinheiro num curto espaço de tempo (ex: imóveis), em investimentos de risco (ex: ações, investimentos envolvendo câmbio) ou em locais que não rendem nada para não ser corroído pela inflação, ou seja, perder o poder de compra (ex: deixar debaixo do colchão de casa ou em cofres). Recomenda-se deixá-la em aplicações conservadoras tais como fundos de renda fixa de grandes bancos sólidos, conta poupança, dentre outras.

     Por fim, não use esse dinheiro para outros fins considerados “não emergenciais” (ex: compra de um sapato novo ou de uma TV em promoção na loja). Para isso, estabeleça situações específicas para o seu uso.

Para você pensar:

  • Você já imaginou na possibilidade de perder o seu atual emprego por qualquer que seja o motivo, como por exemplo, depois da empresa onde você trabalha anunciar algum programa de cortes de custos ? Você possui alguma reserva financeira para contornar essa situação nos próximos 3 ou 6 meses ?
  • Você já parou para pensar que uma pessoa da sua família poderia ficar doente e necessitar de algum recurso para cobrir eventuais despesas com hospital, medicamentos, equipamentos médicos, etc ? Claro que são situações que não esperamos nunca vivenciar, mas caso ocorra por motivos que fogem ao nosso controle, você está preparado financeiramente para isso, ainda que seja para cobrir metade ou um terço dessas eventuais despesas ?
  • Lembre-se que usar dinheiro próprio é sempre melhor do que usar dinheiro de terceiros, seja de familiar, do seu melhor amigo ou do banco.

Para você responder:

  • Por que é tão importante construir uma reserva de emergência pessoal ou familiar ?
  • Uma reserva financeira poderá resolver todos os problemas financeiros de uma pessoa ou família em todas as situações ? Por quê ?
  • Por que recomenda-se guardar um valor aproximado equivalente a seis meses de despesas ?
  • É correto guardar essa reserva de emergência num bom fundo de investimento em ações ? Por quê ?
  • Cite pelo menos duas vantagens de se manter uma reserva de emergência ?

     No próximo post estarei colocando o gabarito dessas questões para que você possa conferir com as suas respostas. Talvez dentro desses próximos dias, em breve.

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